Sexta-feira, Julho 22, 2011

SEIS HORAS (cel bentin)

A partitura no céu já firma a arcada das claves do sol.

Juntas, elas começam o descobrir do rio & das pálpebras;
douram às maçãs que ascendem silêncio & sorriso
de alvorada no rosto da menina.

(Paraty já a pressente:
pinta cotidiano de areia,
doce às horas da sexta).

Abusados, sol & céu se adiantam:
beijam (quase-música) a guria e repartem,
entre a ida e a véspera, uma poesia nova:

o dia.




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