Segunda-feira, Julho 04, 2011

AINDA SEM NOME (cel bentin)


espera.

a vontade
derrama potes
e sonhos no caminho.

ela deseja.

a cama transcende
o alvoroço dos pés.

sonha outra vez.

há um pergaminho sendo descoberto
sob o vestido que ela mesma tece
de noites enquanto dorme.

ela se encontra.

Agora tudo mais inexiste,
desacontece.

o pergaminho dissolve
sob a cama que, sem cair,
engendra os pés na terra.

a ossada do momento encarnece única.
rega a terra dos corpos ungindo a sorte
entre o vinho, o suor e a surpresa.

úmidas, as saciedades ressoam.
não sabem desperdiçar do instante
sequer a compreeensão dos elos.

o doce toma a mão da madrugada
onde se guardam entre cio e silêncio,
cifrados entre a música e o segredo,
os fios de nossa história,
sem nomes
.

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