I
Caim não matou Abel.
Só escreveu o pai, José,
sobre todos desterrados.
II
Era macia rente ao fardo da nuca,
a maçã afiando em cruz a costela.
A cada um uma orfandade diferente,
passaporte laico e a lápide adjunta.
Natural. A gênese expulsa em eras.
Evangelho arisco e o paraíso vago.
III
Discorre sem amornar a lembrança:
falta é cartilha longa, e de parágrafo único;
exige um haver que não sabe intermitência.
IV
Pilar de amor emancipa em memória.

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