Sexta-feira, Junho 18, 2010

EMBARGADO (ou ÀS COSTAS DA DIOCESE) 18.6.10

(a um Zé Objecto Quase)

I


Caim não matou Abel.
Só escreveu o pai, José,
sobre todos desterrados.


II

Era macia rente ao fardo da nuca,
a maçã afiando em cruz a costela.

A cada um uma orfandade diferente,
passaporte laico e a lápide adjunta.

Natural. A gênese expulsa em eras.

Evangelho arisco e o paraíso vago.



III

Discorre sem amornar a lembrança:
falta é cartilha longa, e de parágrafo único;
exige um haver que não sabe intermitência.

IV


Pilar de amor emancipa em memória.


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