Da parede, as mãos de sua gravura úmida provocam um feitiço azul. Um céu manuscrito a desapertar sonhos à revelia do dia, um anseio com força de mar a escorrer num gume destemperado, calado, e doce; silêncio que transcreve sem pedir cor ou perder volume - transparece sem calar mistério, exprime corte sem arriscar o burburinho da voz.
Mais a memória - do meu desejo e da maré bêbada dos tempos - não permite lhes dar. Mas foi assim, ao lado dela, que minha alvorada dançou: feito pedra de gás em um ilusório malabares de lendas; noite-corrente entre o dorso das mãos de Iemanjá e o canto no verso dos olhos, duma sereia.














