Sexta-feira, Agosto 19, 2011

TOCAR CEUMARINHO N´ COMPARSARIA IHOLANDA (cel bentin)

seu mar subverte as fronteiras da água do jazz
& alua de música a gente das margens à maré.


fulô de itanhandú livre in amsterdam embolada,
estrela que oceania acordando pianos de calda,
guria jazz-sereia e reisado: ceumar é nossa iara.




coco-de-roda em show de jazz espirituoso de minas e holandas ceumares.
lançamento do CD LIVE IN AMSTERDAM - Sesc Vila Mariana, 18/08/2011
foto de ana m. d. oliveira

Sábado, Julho 23, 2011

PAPEL ENTREGUE (cel bentin)



Fardo imperdoável atado azul & impossível,
não se dobra ou se curva à ordem alguma;

(Prefere deitar-se abraçado a desenhos dos que o lêem em braile
a transar a fidelidade pobre de sentidos no escritor que dorme só.)


Cio que desobedece à cerca do engenho
do senhor que fez nascer quando criado,
poema é amorigami a penas desdobrável;
também sou.




a poesia não perdoa.
adélia prado

Sexta-feira, Julho 22, 2011

SEIS HORAS (cel bentin)

A partitura no céu já firma a arcada das claves do sol.

Juntas, elas começam o descobrir do rio & das pálpebras;
douram às maçãs que ascendem silêncio & sorriso
de alvorada no rosto da menina.

(Paraty já a pressente:
pinta cotidiano de areia,
doce às horas da sexta).

Abusados, sol & céu se adiantam:
beijam (quase-música) a guria e repartem,
entre a ida e a véspera, uma poesia nova:

o dia.




DELÍRIO PEDINTE (cel bentin)

Via uma flor rindo do asfalto; mal se cabia.

Voo de raiz na fivela do horizonte, fazendo pouco das humanidades - de areia - e das pedras dos portos, atados que pensam ser a pretensão de uma terra firme.




MIRANTE ALVORADA (cel bentin)

O alento heroico do mar tem seu polo secreto,
que os homens sentem, seduzidos e medrosos.

cecilia meireles

(vi)

na
maré

cheia
de lua

(rio)

entre
o torpedo
e a praia

(absoluto)

o mar
é todo

alvo
 



a uma graça cecilia


 

Quarta-feira, Julho 20, 2011

PER VERSI (cel bentin)

expressão de si
não se aprende:

des cobre se

a si só
se des
do bre


Domingo, Julho 17, 2011

NÃO-RELEVO ( cel bentin)



a matemática e a poesia têm a mesma raiz
escher


A pedraria do instante tenta o poço infinito da noite.


De bloco em punho, garçons em cartografia
projetam pedidos além da conta das mesas.


Estreito, um bandolim faz as vezes da equação,
e marca, sozinho, bem antes do canto calculado.


Artifício desmedido que dança os pés-direitos,
zomba do descompasso do balcão cartesiano
na geografia imprevista desse alumbramento
e segreda, solto de simetria, ao fiar a manhã:


- Os corredores dos botequins são histórias à busca de curvas
sinfonias cala-travas, salas impossíveis (...) & alguma arquitetura.


P.S.:
O que conta a noite não se calcula; e, sequer, se releva.


Santiago Calacrava


Quarta-feira, Julho 06, 2011

TIRANDO CARTOLA (cel bentin)




(...) as rosas não falam; escrevem
(a música, a si e a quem ouça).
 

Terça-feira, Julho 05, 2011

INTERVALO DE JOGO SUSPEITO (cel bentin)




(...) quando meu time joga como ninguém! declarou o Berlusconde pego sorrindo na tribuna, de bota europeia nas mãos.  

Segunda-feira, Julho 04, 2011

AINDA SEM NOME (cel bentin)


espera.

a vontade
derrama potes
e sonhos no caminho.

ela deseja.

a cama transcende
o alvoroço dos pés.

sonha outra vez.

há um pergaminho sendo descoberto
sob o vestido que ela mesma tece
de noites enquanto dorme.

ela se encontra.

Agora tudo mais inexiste,
desacontece.

o pergaminho dissolve
sob a cama que, sem cair,
engendra os pés na terra.

a ossada do momento encarnece única.
rega a terra dos corpos ungindo a sorte
entre o vinho, o suor e a surpresa.

úmidas, as saciedades ressoam.
não sabem desperdiçar do instante
sequer a compreeensão dos elos.

o doce toma a mão da madrugada
onde se guardam entre cio e silêncio,
cifrados entre a música e o segredo,
os fios de nossa história,
sem nomes
.

Sábado, Janeiro 08, 2011

CACO CEGO (cel bentin)


Mosaico que nunca dorme, teus cacos bem-guardados amolam - e gravam sem cortar às vistas; afiam mesmo é a assinatura: Lembrança.


Sábado, Outubro 09, 2010

EXTRAÇÃO (cel bentin)

Como toda noite.

Envergo uma roda dentada
onde afirmam haver existido

fardo branco dente de leite.

(Como toda noite,
há dor mordida
entre açúcares.)

Extraio de novo
o ciso na ponta
cariada do lápis.


Sexta-feira, Outubro 08, 2010

SÉRIE HYDEN SKY

DIA AGNÓSTICO (cel bentin)
Exumação aguda e tardia, assim.

Em vida
.



EVAÉ, CULINARISTA (cel bentin)


Desossadora de costelas dada à manipulação cigana das partes, noite dessas deu pra conseguir fatiar o céu; a meio fio do corte, quase rompendo a brincadeira, confessou sobre outro corpo - de olhos cerrados - "sangrei a própria aurora".


E em delícia-picadinha purgaram, os três de horizonte cheio flambando um aos outros: bem além do alcance da vigília das massas.



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a Kasumi, sua amiga e o desperdício grato das fiagens do egito.
imagem: Mark Hyden

Sábado, Setembro 04, 2010

RUBROCIANO (cel bentin)

Uma trança dá de por soul
na ruiva cantada de blues.

Rubra escondida sobre os ombros,
pôs a fome na cor dos meus olhos
pedindo a fisgada dos teus.

Sorte dela - ou minha -
vocês fingirem esquecer do charme,
quase em desinteresse,
das tuas costas sorrindo para mim.

(Entre New Orleans e São Bento,
a música entorna o céu inteiro.)

Hoje, Aretha Franklin foi couvert afinado.
Solista protagonista, apenas teu sorriso:
a melhor canção dessa noite.


video

Domingo, Junho 20, 2010

MAKING-OFF (cel bentin)

Todo amigo é uma peça;
e ainda a melhor coxia.